Descrevendo a Ação
Olá jogadores e DMs!
O Rolando20 ainda não acabou, só estamos muito ocupados no momento, talvez até um pouco cansados. Desculpe não ter postado nada nos últimos três dias, mas aqui vai mais um post para vocês.
No último post o Anand falou de como improvisar um encontro, nesse vou falar de algo que provavelmente todo mestre experiente sabe que tem que fazer, mas nem sempre faz, uma descrição maneira das diversas situações da aventura. Isso ocorreu na última aventura que mestrei, onde Odina, Hognar e Achacia são os personagens.
O vento sussurra promessas de um guerra que ainda não começou, nos planos sombrios, nos profundos subterrâneos, no mar astral forças muito além da imaginação de vocês conspiram para escravizar todo um povo, talvez o continente e mesmo o mundo ou mundos.
Mas vocês sabem pouco ou nada sobre isso, estão muito mais ocupados com suas vidas rotineiras, aceitando os trabalhos que aparecem. Seus objetivos só poderão ser alcançados se tiverem pelo menos o dinheiro da estalagem.
É num dia desses, de pouco trabalho e pouco dinheiro que esta aventura começa. Na taverna “Cardo e Galhada” vocês passam o tempo jogando cartas e dados, bebendo, estudando, polindo armas e armaduras, imaginando dias de glória que estarão por vir.
A taverna Cardo e Galhada é grande e confortável, muitas pessoas passam por aqui todos os dias, entre os serviços no campo e a hora de dormir. Várias mesas estão espalhadas pelo salão, uma enorme lareira onde um porco é assado fica ao centro da sala, o cheiro agradável de gordura, carne e ervas pode ser sentido por toda a taverna. O salão não possui música, mas é possível ouvir o múrmurio das pessoas e o tilintar de pratos e canecas, que para vocês aventureiros, soa deveras agradável. Existem dois funcionários na taverna, Andrew e Margareth, Andrew é o taverneiro, está sempre limpando os copos e pratos, enquanto prepara bebidas e tem certeza de que o porco está uma delícia. Margareth é sua esposa, uma menina de dezeseis anos, muito atarefada atendendo os pedidos e ajudando seu marido em todo que ele pede.
GM: o que vocês fazem?
Margareth: Olá Odina! Achacia! Hognar!
Odina: Oi
Margareth: Vão querer alguma coisa para beber?
Margareth: Comer?
Achacia: o que nos temos hoje?
Odina: Pra mim só uma cerveja
Andrew: Margareth aqui estão as bebidas dos cavalheiros da mesa no canto!
Margareth: Temos um porco assado, além da nossa cerveja de maçã e e vinho
Margareth: Já estou indo Andrew!
Margareth: A cerveja de Odina, mais alguma coisa?
Achacia: Traga-me um pouco de vinho apenas
Margareth: Não vai beber hoje Hognar?
Margareth: Sim senhorita
Hognar: Cerveja
Margareth: Duas cervejas e um vinho a caminho!
Andrew: Vamos mulher!
GM: Enquanto esperam a cerveja, vocês observam um grupo de pessoas jogando dados e cartas.
Achacia: Achacia agradece com um sorriso frio.
Alguns poucos minutos depois…
Margareth: Aqui está suas bebidas
Hognar: obrigado
Odina: Obragada
Achacia: Muito obrigada!
Margareth: Iremos tirara um pedaço já bom do porco, querem?
Hognar: sim
Odina: Vou querer sim
Achacia: Nao, nao…
Margareth: Ok!
Achacia: se tiver algo mais frugal eu aceito.
Odina: Margareth, só por curiosidade, quem são aquelas pessoas ali?
Margareth: Ahhh, são fazendeiros da cidade. Eles passam a noite aqui, perdendo dinheiro, gastando com bebidas e jogos
Odina: Um ótimo passatempo o deles
Hognar: estão aqui todos os dias?
Margareth: Sim, para mim e Andrew é maravilhoso
Margareth sorri
Margareth: Quase todos os dias, vou pegar o porco já volto
Quando derrepente a noite agradável na taverna do Cardo e Galhada é arrebentada pelo barulho da porta de frente sendo destruída, enquanto pedaços de madeira dela voam por todos os lados. Quatro hobgoblins correm para dentro da taverna com suas espadas prontas para espetar aqueles que estiveram mais próximos, se essa visão não fosse aterrorizante o suficiente eles ainda soltam um grito de guerra que faz tremer aqueles que lembram do passado de lutas da pequena Brindol: “Por Sinruth! Pela Mão!”
GM: Rolem Iniciativa jogadores!
Para fazer a descrição tentei utilizar dos três sentido principais (olfato, visão e audição) e creio que tenha feito um bom trabalho, acho que o sentimento de uma taverna só seria alcançado com esses três sentidos.
Outra coisa legal na descrição é deixar espaço para os personagens investigarem, tenho que adimitir que meus jogadores não precisaram de mais descrição do que “são goblins” para quererem matar os NPCs, mas eles poderiam rolar história para saber mais sobre o “passado de lutas de Brindol”.
Nesse combate Margareth e Andrew são assassinados cruelmente pelos hobgoblins, toda a descrição foi crucial para que meus jogadores sentisssem, por mais leve, uma pequena tristeza de ver esses dois personagens que pareciam já parte da história serem queimado vivo ou terem sua cabeça decepada. Isso mostra toda a crueldade dos hobgoblins e incentiva para que eles sigam na aventura sem precisar de metagame, agora eles realmente querem detonar essas criaturas.
Apesar dessa aventura ser pronta, toda a descrição da taverna e os NPCs eu inventei, para criar situações assim eu simplesmento tento criar imagens na minha cabeça, e vou delas para a escrita. Como vocês criam cenas, vocês preparam toda a descrição de antemão ou só preparam uma idéia do que vai ser?
Bom jogo a todos, continuem rolando 20 e um ótimo feriado!
Tags: descrição, dicas, fantasy grounds
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