Dungeons: The Pit

Atendendo ao chamado do Anand para escrevermos sobre Dungeons, eu queria apresentar para vocês, leitores do Rolando 20, uma das minhas masmorras favoritas e que eu tenho certeza que a maioria de vocês nunca ouviu falar: The Pit.

Em 2009 eu comecei a jogar o MMORPG da Turbine que é inspirado na terceira edição do D&D e que se passa em Eberron. Entre diversas dungeons que você explora ao longo do jogo uma me chamou a atenção, tanto pelo design, quanto pela dificuldade de se completá-la.

The Pit

Atrás da taverna The Anvilfire, na casa Deneith, você encontra um NPC humano chamado Vargus d’Deneith. Ele é o responsável pelo sistema de eliminação de resíduos da Fundição de Deneith conhecido como The Pit.

Segundo Vargus, o lugar foi tomado por um grupo de trogloditas, que está controlando os oozes, usados para a eliminação dos resíduos da casa Deneith, e que desativou todo o sistema do Pit.

Agora ele precisa de aventureiros, que aceitem descer no gigantesco completo subterrâneo, eliminem os trogloditas e reiniciem as máquinas para que tudo volte ao normal.

Mas aí vocês podem me perguntar: “Tá, mas o que essa dungeon tem de especial?”. The Pit são dois fossos, com lava no fundo, que possuem diversas salas, em diferentes andares e que formam um verdadeiro labirinto em três dimensões. E como se isso já não fosse o bastante, as máquinas precisam ser ligadas numa sequência específica e o lugar ainda é repleto de armadilhas mortais.

Como um bom labirinto, The Pit faz você ficar completamente perdido dentro dele. Na primeira vez que joguei, meu grupo e eu ficamos quase 4 horas para conseguir terminar essa dungeon e mesmo um jogador experiente, que já tenha feito essa aventura outras vezes e já saiba exatamente o que deve fazer não consegue terminá-la com menos de 30 minutos.

The Pit é uma dungeon que serve de exemplo para o nosso D&D tradicional por três motivos.

O primeiro é com certeza por ser um labirinto em três dimensões. Só isso já é muito diferente de todas as masmorras a que estamos acostumados. Você precisa realizar ações em diferentes andares e não numa ordem crescente ou descendente, como um Diablo, em que você simplesmente desce todos os níveis da catedral.

O segundo motivo é por desafiar os jogadores não apenas com a mecânica do jogo (armadilhas, monstros, queda e etc), mas também com a lógica. Para reiniciar os sistemas do Pit os jogadores precisam resolver puzzles, como ativar alavancas numa ordem correta, com base em elementos que você encontra na própria dungeon.

O último motivo é por exigir uma preparação real dos jogadores que planejam explorar essa dungeon. Um exemplo é que The Pit é um fosso, que deve ser explorado por rampas e escadas que circulam suas paredes, dessa forma qualquer queda é fatal. Sendo assim os jogadores são obrigados a prepararem magias como Queda Suave ou levarem itens mágicos com essa característica.

Como se tudo isso não fosse atrativo o bastante para querer jogar essa dungeon, um fato que o Vargus d’Deneith desconhecia quando deu a quest para os jogadores e que eles descobrem só quando exploram a dungeon é que os oozes aprisionados em The Pit conseguiram de alguma forma invocar o avatar de Juiblex e ele com certeza é um desafio a mais que ninguém esperava.

Quem estiver curioso para ver como tudo isso funciona pode conferir o vídeo abaixo, onde um warforged wizard faz a quest sozinho e de forma speed run. Dá pra ter uma boa idéia de como é explorar The Pit e de o quão fácil é se perder nesse labirinto sem que se saiba exatamente o que fazer.

E aí, já conheciam essa dungeon? Acharam ela interessante? Deixem seu comentário abaixo.

Sobre Daniel Figueroa

Começou a jogar RPG em 2002 com 3D&T em Ilhéus, no interior da Bahia. Pouco depois conheceu D&D e foi amor à primeira vista. Sua edição favorita é a 4e mas está adorando a 5e também. Tem umas tatuagens de O Senhor dos Anéis e atualmente mestra duas mesas de D&D, uma online e outra presencial. Nas redes sociais é só procurar por @dan_figueroa

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Uma resposta a Dungeons: The Pit

  1. Arcane disse:

    Eu não tenho como narrar a dor e o horror da primeira vez que joguei essa masmorra em DDO. Se eu fosse mais sádico eu adaptava ela para uma sessão de mesa com meus jogadores que não jogam DDO, mas nunca tive coragem para tal. Ia acabar deixando fluir minha psicopatia rpgista que vivo tentando controlar. XD

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