Posts com a tag dungeon

18
jan

Iniciativa 4e #23 – A Masmorra Quintessencial

   Escrito por: Daniel Anand em Post

E finalmente estamos de volta com mais uma Iniciativa 4E! Essa semana, iremos falar de algo que é 50% parte integral do D&D: as masmorras, ou, no original, as famigeradas Dungeons! Se você jogou D&D e nunca entrou numa dessas, cheia de monstros, corredores e salas, me desculpe, mas não jogou o D&D de verdade.

E por que as masmorras são tão importantes no contexto do Dungeons & Dragons? Porque elas são um local coeso, finito e fácil de lidar. Os encontros estão mais ou menos delimitados, você sabe onde começa e onde termina. Claro, pode ser bastante maçante se você nunca sair da Dungeon (quem jogou essa, como eu, sabe como é). Mas masmorras curtas, divertidas, e com encontros relevantes fazem do D&D seu passatempo favorito! Eu tentei usar somente material já publicado em Português, com adaptações.

Por isso, quero propor o que considero a Masmorra Quintessencial, que é fortemente influenciada pelo suplemento Dungeon Delve, da WotC. Ou seja, um template de dungeon que seja curta o suficiente para caber numa sessão de jogo de 3 horas, e que seja um check list para você verificar se essa dungeon não vai ser só um labirinto cheio de salas com ratos atrozes infernais. Read the rest of this entry »

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14
jan

Dungeon de casa às vezes faz milagre

   Escrito por: Daniel Anand em Post

A imagem do post de segunda me deixou pensando em Dungeons. E, fazendo a edição do próximo podcast (nessa sexta sai, se o panteão colaborar), também lembrei de algumas dungeons clássicas que divertiram bastante os meus grupos. O que me fez escrever sobre as “Dungeons de casa”. O que seria isso?

Seriam aquelas dungeons que estão à mão, logo ali, pertinho do nosso Ponto de Luz. Acho que Waterdeep, em Forgotten Realms, é o melhor exemplo disso. Para se aventurar na Undermountain, basta ir até a taverna Yawning Portal e descer pelo fosso e bam! você já está explorando e sobrepujando perigos.

No World of Warcraft temos exemplos de dungeons assim nas duas fações, na Aliança e na Horda. E acho que ambas seriam excelentes sementes de aventuras com “Dungeons de casa”. Não vou fazer uma adaptação mais completa como fiz em Shadowfang Keep, mas você pode expandir as idéias abaixo, com ceteza.

Se você tiver uma cidade de bárbaros, ou orcs, minotauros, gnolls, tieflings ou qualquer raça mais selvagem ou demoníaca, pode encaixar uma dungeon como Ragefire Chasm, tirada direto de Orgrimmar, cidade Orc do WoW. Até mesmo em uma cidade anã funciona, e foi o que eu escolhi:

Ragefire Chasm

Ragefire ChasmHá cinco anos atrás, um dos anões mineiradores de Hammerfast descobriu um rio de lava que passava sob a cidade, já perto do núcleo vulcânico das Dawnforge Mountains. Habitavam no lugar criaturas infusas com o caos elemental, os Ragefire Troggs. Além disso, algumas criaturas elementais andavam errantes pelas galerias de lava. A entrada do lugar foi preservada, mas não foi usada, pois os anões preferiram evitar o conflito com os Troggs.

No entanto, a Lâmina Flamejante, uma coalizão de seguidores de Bane, faz um pacto com Oggleflint, o líder dos Troggs, para usar seu território para suas reuniões demoníacas. Os anões do clã FireBeard são aliados do conselho das sombras, e os financiam, levando suprimentos periodicamente para Ragefire Chasm.

Dizem que Marsinda Goldspinner, líder da guilda mercante e líder de facto de Hammerfast, sabe dessa aliança entre os o clã FireBeard  e a Lâmina Flamejante, mas ainda não desbandou o clã com o objetivo de descobrir quem são os líderes da coalizão. Ela sabe que eles estão ligados à Bane, mas não os líderes.

Os líderes atuais da Espada Flamejante que estão em Ragefire Chasm são:

  • Bazzalan, um satyr;
  • Taragaman the Hungerer, um demônio;
  • Jergosh, the Invoker, líder desta célula da Espada Flamejante;
  • Oggleflint, o trogg, de maneira honorária.

Jergosh é originalmente, no World of Warcraft, um orc, mas nesse caso ele seria um dos anões do clã Firebeard. Taragaman poderia ser uma variação do Bearded Devil (Barbazu) (MM, pág. 60), e Bazzalan pode usar as estatísticas do Legion Devil Hellguard (MM pág. 64). Os troggs, assim como seu líder Oggleflint,  são uma variação dos Trolls e merecem um post a parte. Você pode conferir o mapa de Ragefire Chasm no Wowwiki, se quiser.

Coloque uns elementais de fogo, umas armadilhas de lava ou gases e pronto: você tem a sua própria Dungeon caseira, do lado do quartel general dos PJs, ou, pelo menos, pertinho da taverna! Lembrem-se de votar na gente para o Best Blogs Brazil 2008 e rolem 20!

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18
out

Velha Guarda

   Escrito por: Daniel Anand em Enquete, Post

Saiu um artigo excelente no site da Wizard of the Coast, falando sobre as caixas básicas de D&D de verões passados. Você pode ver como era o básico desde 1977, passando pelos outros, aproveitando que a WotC está lançando uma caixa básica para a 4ª edição também.

Mas o mais bacana foi ele colocarem PDF de dungeons antigas, incluindo dois níveis de uma Dungeon do Red Book de 1983. Eu tinha quatro anos!

Agora, o que pouca gente prestou atenção foi no stat block de um vilão clássico, Bargle, com versões para a 4ª edição de várias magias clássicas como Magic Missile, Fireball, Charm Person e Hold Person. Ficou muito da velha guarda, mas falando isso como um elogio! Aguardem que em breve vou roubar para colocar aqui em monstros meus!

Vou na onda deles e deixo uma enquete para o final de semana: qual foi seu primeiro D&D? Tentei colocar as opções mais comuns aqui no Brasil, mas se você é daqueles que começou com o Rules Cyclopeadia, comente aí! :D

Qual foi o primeiro D&D que você jogou ou mestrou?

Ver Resultados

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Edit: Algum bom samaritano compartilhou a caixa branca original de 1974! Se você for registrado no Scribed, pode até fazer download dos livros, raríssimos e totalmente out-of-print. E, claro, muito Old School:

Rolem 20!

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5
out

Scales of War II

   Escrito por: Davi Salles em Post, Resenha

Olá pessoal!

http://www.wizards.com/dnd/images/4e/du158_umbraforge.jpg

Shadowfell é um lugar bem sinistro

Talvez alguns de vocês devam ter lido a minha resenha sobre as primeiras aventuras do Adventure Path Scales of War, se não, e melhor começar lendo lá e depois ler por aqui, já que faço algumas referências à resenha anterior.

Bem, como vocês devem saber o primeira aventura do adventure path é um lixo, mas a segunda ficou muito bacana e graças a Bahamut essa última aventura também é bem massa, na verdade é a minha favorita das três.

Ela possui intriga, um plot interessante, cenas de investigação e NPCs e vilões massas. Quem é fã de dungeon crawl vai ficar meio desapontado, apesar de que existem vários combates interessantes (e alguns menos) não existe nenhuma dungeon comprida que leva toda a aventura para concluir. São pequenos lugares onde os personagens vão desbravando, seja uma casa ou um bairro.

A aventura segue muito do que aconteceu na segunda aventura, mas nada da primeira, é como se a primeira nunca tivesse existido (pelo menos por enquanto). O que me faz ter certeza de ignorar a primeira aventura e começar a campanha de nível 3 ou montar sua própria aventura que leve os jogadores até o nível 3.

Os mapas ficaram bem bonitos e existem várias fotos bem legais no meio da aventura. Isso é meio ruim para quem gosta de imprimir, mas eu prefiro com fotos. Principalmente de NPCs e vilões.

Os encontros estão bem equilibrados entre encontros  muito legais e imperdíveis e encontros sem muita graça. Eu acho interessante usar uns encontros sem muita graça, já que se todos os encontros forem muito bacanas vai perder um pouco a graça em ser especial. Os encontros legais possuem muitos Darkcreeps, uns monstrinhos que já viraram um dos meus favoritos, e combates com terrenos perigosos (lava nunca vai ficar semgraça).

Eu estou escrevendo uma aventura que “ficará” no lugar da primeira aventura do Path, quando tiver terminado de escrever vou colocá-la aqui para download. Ao invés dos problemas começarem em outra cidade, eles vão começar dentro de Overlook (a cidade onde a segunda e a terceira aventura se passa). Já preparei uns skill challenges que (na minha opnião) ficaram massa e quem tem problemas com eles poderão se inspirar na minha criação.

Rolem 20!

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13
set

Scales of War

   Escrito por: Davi Salles em Post, Resenha

Já faz quase três meses que foi publicado na Dungeon a primeira aventura do novo “adventure path”, Scales of War.

Para quem não sabe o adventure path é um série mensal de aventuras que sai todos os meses na Dungeon, só que diferentemente das outras aventuras, estas seguem uma única história. Isso é, são uma campanha.

A primeira aventura se chama Rescue at Rivenroar, é um típica dungeon crawl. Ao lê-la realmente fiquei decepcionado, pois já havia jogado outros Adventure Paths incluindo o Age of Worms, muito bem criticado. Rescue at Rivenroar realmente deixa a desejar, ela começa muito bem, com um combate muito interessante e um skill challenge divertido. No entanto, é daí para baixo, ao entrar em Rivenroar acontecem uma série de combates sem graça e com pouca estratégia. Os NPCs deixam a desejar, e os vilões não possuem nenhuma graça, apenas estatísticas.

Imagem da capa da aventura Siege of Bordrins Watch

Imagem da capa da aventura Siege of Bordrin's Watch

Mas eu tive coragem, e mesmo depois de ter me decepcionado tanto com a primeira aventura, decidi ler a segunda aventura do adventure path, Siege of Bordrin’s Watch. Ela começa bem, explicando detalhadamente um cidade inteira, que pode ser usada em qualquer campanha, dando assim mais vida e veracidade à aventura. Os combates são muito mais interessantes, como lutas em escadarias, onde qualquer push ou slide podem ter terríveis conseqüências; salas que vão rapidamente sendo cobertas de água, encontros onde o objetivo não é matar todos os monstros, mas sim fazer com que eles parem de vir. Além de armadilhas, que podem não ser inovadoras, mas dão um gosto interessante ao combate.

Isso sem falar no NPC Kalad, um paladino de Moradin, ele possui não só suas estatísticas, como uma página inteira descrevendo o que aconteceu até ele chegar ali, um pouco de sua personalidade e como ele reage aos acontecimento futuros próximos.

Minha sugestão é que se você quiser jogar esse Path, comece com uma outra aventura qualquer, e coloque a carta que se encontra no final da aventura Rescue at Rivenroar no final dessa aventura inicial (para não perder o plot da campanha), e depois jogue Siege of Bordrin’s Watch. A não ser que seus jogadores sejam iniciantes, talvez assim, seja interessante começar com algo mais simplista, como Rescue at Rivenroar.

Logo sairá a terceira aventura, The Shadow Rift of the Umbraforge, estou ansioso para lê-la. Espero que seja ainda melhor que a segunda.

Abraços!

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