Que a 4ª edição do D&D (assim como a 3ª) te obriga, na prática, a usar miniaturas, to mundo já sabe. Mas se você não quer desembolsar uma bela grana em miniaturas made in china com o selo da WotC, você vai ter que improvisar.
Eu prefiro usar papeizinhos escrito “Zumbi” em cima a usar miniaturas de, digamos, Gnolls. O papel escrito vai fazer com que a mesa imagine um zumbi ali, enquanto a miniatura de outra criatura simplesmente vai eliminar esse processo imaginativo, e todo mundo vai falar “Eu ataco o Zumbi-Gnoll”, que é meio besta.
O problema de papeizinhos é que eles voam fácil. Um livro colocado na mesa de forma pouco suave pode mandar todos os guardiões da tumba para fora da dungeon! Então você pode improvisar de outras formas:
- Compre fichas vagabundas de poker, ou canibalize um jogo antigo meio sem peças, e cole papéis com contact em cima. Você pode reescrever em cima do contact, e já fica meio pesado para não voar;
- Pegue um papelzinho retangular, desenhe o oponente (ou escreva o nome dele), faça dois cortes no meio. Pegue um clip de papel médio, abra-o, e use-o para fazer uma base. Claro, se tiver tempo, pode imprimir uma figurinha bonita ao invés de um desenho tosco, no meu caso. Dá até pra fazer no escritório (me desculpem o modelo, dá próxima vez peço ajuda à uma colega bonita):


- Use peças genéricas de outros jogos. Não recomendo peças de xadrez, por ter um pouco do problema da miniatura do Gnoll, em menor escala;
- Faça peças de papel, mas use uma cartolina e deixe eles triangulares, como as miniaturas dos oponentes da caixa básica de D&D da Grow (veja essa figura de uma miniatura Conan-like roubada do Phil Gamer);
- Use um notebook e um projetor, ou ligue o notebook na televisão, e faça um mapa virtual. Existem vários programas para isso, como o MapTool.
E você? Como você improvisa suas miniaturas?