Ajudando os outros durante desafios de perícia

Aid Another

Olá Pessoal!

Hoje saiu mais um artigo da série Rulling Skill Challenges, do Mike Mearls. Ele é só para D&D Insiders, mas uma caixa de texto do artigo me parece bastante importante para mestres de 4e por aí, então resolvi comentar ela aqui no Rolando 20. Esse pedaço do artigo trata de usar a opção Aid Another durante os desafios de perícia.

Por um lado é muito bacana deixar os jogadores se ajudarem durante um desafio, porque é sempre melhor ver todos os jogadores atuando juntos, sem ninguém de lado. Mas, por outro lado, se todo mundo faz uma rolada contra CD 10, sem penalidade de falha, dando possíveis +8 num teste de perícia no qual quem rola é treinado, faz qualquer desafio deixar de ser um desafio e passar a ser uma perda de tempo, melhor só descrever as ações e ir adiante.

Claro que nem sempre isso acontece. Muitas vezes os jogadores irão espontaneamente explorar diferente alternativas, e algumas ações simplesmente não comportam ajudar alheia. Mas, se seus jogadores resolverem tranformar um momento de exploração de boas idéias num festival de roladas, Mike Mearls dá as seguintes sugestões:

  • Usar um CD mais alto para ajudar: ao invés de CD 10, use um teste de nível moderado, por exemplo, já que às vezes é dificil mesmo ajudar;
  • Consequência por falha: ajudar é bacana porque não tem penalidades. Apesar de ajudar não pode dar falhas no desafio (senão não é ajuda, é teste), você pode explicar que quem não conseguir ajudar, atrapalha, dando, por exemplo, -4 de penalidade ao invés dos +2 de bônus;
  • Ajuda limitada: dependendo da situação, faz sentido somente uma pessoa ajudar quem está fazendo o teste. Seja por espaço físico ou as condições do teste, isso também irá limitar a pilha de bônus, mas tem a desvantagem de possivelmente deixar alguns jogadores sem uso na cena ou ação;
  • Tempo limitado: se seu desafio tem que ser resolvido em duas ou três rodadas, os sucessos tem que acontecer o mais rápido possível, e pra cada personagem que está ajudando, não está forncendo sucessos. Esse método funciona bem, mas não pode ser usado sempre: às vezes o grupo tem todo o tempo do mundo para resolver o problema;
  • Outra dica que pensei: só quem é treinado pode ajudar. Isso funciona bem nas perícias mais específicas, como Arcanismo e História, e incentiva as pessoas com diversidade de perícias. Mas pode penalizar os jogadores que não tiverem nenhuma perícia relevante para o desafio em questão.

E vocês? Como acham que a opção de ajudar os outros deve ser utilizada em desafios de perícia?

Sobre Daniel Anand

Daniel Anand, engenheiro, pai de gêmeas e velho da Internet. Seu primeiro de RPG foi o GURPS Módulo Básico, 3a edição, 1994. De lá para cá, jogou e mestrou um pouco de tudo, incluindo AD&D, Star Wars d6, Call of Chuthulu, Vampire, GURPS, Werewolf, DC Comics (MEGS), D&D 3-4-5e, d20 Modern, Star Wars d20, Marvel Superheroes, Dragonlance SAGA, Startrek, Alternity, Dread, Ars Magica e atualmente mestro D&D 5E on-line via Fantasy Grounds. @dsaraujo
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23 respostas a Ajudando os outros durante desafios de perícia

  1. renatorecife disse:

    Eu permitiria a ajuda em desafios de perícia (absurdamente ainda não consegui começar uma campanha :S ), mas para evitar que os jogadores avacalhem, acho que as melhores opções são limitar o número de pessoas ajudando e impôr uma penalidade em caso de falha.

    Uma opção que talvez ficasse interessante seria rolar a ajuda como um Save (tem que tirar 10 ou mais pra passar), desconsiderando qualquer modificador de nível ou perícia, assim haveria uma chance razoável do personagem falhar na tentativa de ajuda (causando um redutor de -4) e os jogadores seriam mais cautelosos ao usar esse recurso. A ideia me parece boa na teoria, mas só testando na prática pra saber se seria eficiente.

    • Daniel Anand disse:

      O problema da rolada limpa de d20 é que ela penaliza quem treinou nas perícias. Poxa, se eu treinei em Perception, devia ajudar melhor que não é treinado, né? Com CD igual a 10+1/2 nível, por exemplo, para testes de ajuda, já deixa a coisa mais bacana, imho.

      • renatorecife disse:

        Não havia pensando por esse lado de quem é treinado :S

        No caso você sugere usar 1/2 do nível do personagem como um valor extra na CD? É isso ou viajei? Mas aí não ficaria estranho que quanto mais experiente o personagem é mais difícil é de ajudar?

        Talvez fosse melhor aumentar a CD de acordo com o desafio, tipo usar a CD do desafio como CD da tentativa de ajuda, teria uma lógica de que em situações mais simples é mais fácil de se ajudar alguém, mas em situações mais difíceis você tem que ter um bom conhecimento e experiência para ajudar.

        • Daniel Anand disse:

          Estou partindo do suposto que a medida que os aventureiros vão passando de nível, vão encontrando desafios maiores. Subir aquela montanha, que foi dificil no nível 2, agora no 12 é fichinha. Mas essa montanha nova aqui agora tem neve e corvos carnívoros no caminho! 😀 Daí o aumento da dificuldade.

          Um desafio de nível muito baixo pros aventureiros não é desafio, porque não tem chance de falha.

  2. DM_Rafael disse:

    Gostei das sugestões. Frequentemente faço uso do "ajuda limitada". Não adianta o grupo inteiro querer ajudar num teste de heal… campo de batalha não é hospital para ter um médico e quatro enfermeiros ajudando. E geralmente, nem todo mundo tem o skill (como sujerido pelo Anand) apropriado. Ai fica difícil imaginar uma cena com quatro pessoas palpitando se nem tem o treinamento adequado.

    Mas em todo caso, se a pessoa que vai fazer o teste é treinada, acho que ela pode coordenar outros não treinados para o aid (claro que em teste de conhecimento isso fica mais difícil), mas ai se o cara falhar, pode ter a penalidade ("Quem fez a merda? Tinha que ser o estagiário!").

  3. Acho que cabe como sempre aqui o bom senso, o mestre tem que avaliar se naquela hora a ajuda é realmente possível e se ela vai realmente dar alguma vantagem real pra quem está fazendo o teste de verdade.

    Uma coisa que eu tenho feito também por aqui é que as vezes o que o jogador pensa que é apenas uma ajuda termina virando um teste de verdade que vai entrar como sucesso/falha no skill challenge. Num SC que nós tivemos recentemente, que era pra espalhar um boato falto pela cidade, o Warlord queria usar intimidação, pegando um transeunte suspeito durante a alta madrugada e fazer um teatrinho dizendo "ei, é você que está espalhando que a Rainha vai fazer uma viagem secreta amanhã não é?", só que ele não tinha manha nem sabia exatamente onde seria o lugar ideal pra caçar um provável suspeito.

    Então o ladino se ofereceu pra dar uma ajuda no teste dele usando a sua perícia pra encontrar um lugar "quente", só que eu achie mais interessante que isso contasse como um teste dentro do desafio do que simplesmente uma ajuda pro Warlord.

  4. Daniel Anand disse:

    É que rolar outra perícia já não cai no uso de Aid Another, aí faz todo sentido colaborar com um sucesso. Aid Another é uma ação padrão de usar a mesma perícia utilizada (ou um ataque), contra CD 10 (ou CA 10), e dá +2 de bonus no teste (ou ataque), sem penalidades em caso de falha, se formos seguir o livro RAW [Rules As Writen], na página 287.

    Mas concordo contigo que mesmo uma rolada da mesma perícia, dependendo de como acontecer, é um teste novo, e não uma ajuda.

  5. Tsu disse:

    Isso é muito importante, especialmente na minha party que é composta por muitos personagens primais caipiras do mato. O único que tem skill social é o bardo.

  6. Jacktador disse:

    Depende do teste eu permito ajuda na pericia, e sempre utilizei estes conceitos ^^, mas é muito bom este post para mestres iniciantes também.

  7. Gosto da idéia de só permitir a ajuda de personagens treinados nas perícias em questão. E também de limitar o número de "ajudantes", visto que isso pode e vai gerar situações em que o objetivo de propôr um desafio escorre pelo ralo com tantos bônus somados!

  8. É bom pesar as coisas mesmo, já que não adianta você tentar ajudar a fechar um ferimento caso não saiba, no máximo conseguirá dar apoio seguindo ordens do verdadeiro perito. Uma falha assim não prejudicaria tanto quanto um Blefe falho na hora errada. E mais, fica estranho aumentar a dificuldade quando um aliado está tentando facilitar a conclusão do teste.

    O interessante mesmo é o mestre planejar o Desafio de Perícia considerado estas variáveis e, em último caso, assumir que ajudantes desastrados atrapalham e/ou atrasam o processo.

    Grande abraço!

  9. É melhor deixar claro desde o início para os jogadores quantas pessoas podem ajudar em cada uso de perícia para que a coisa não se transforme em uma bagunça!

  10. Tsu disse:

    huahuaa…somos caipiras munchkin!
    Mas no combate, nós mandamos muito bem

    No social, a gente manda o bardo

    Tanto q uma cidade chegou a achar que éramos um grupo de bárbaros prestes a atacar.

  11. No máximo, um guerreiro seminu!

  12. Tsu disse:

    o bardo é o apresentador do circo, nosso empresário

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